A alma – não, necessariamente, sob o ponto de vista religioso – está no centro de A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell. Ela está lá, em um invólucro de ação e efeitos especiais.
Quem somos? O que nos torna humanos? Como construímos nossa individualidade? Não são perguntas originais, mas Major (Scarlett Johansson) chega a uma conclusão. No futuro de 2029, onde a mente pode ser hackeada e as lembranças modificadas, a heroína defende que somos aquilo que fazemos. Quem somos, podemos adicionar, faz-se presente por meio de nossas ações, nossas escolhas.
Enquanto busca por sua identidade, Major tenta se conectar consigo mesma e se desconectar do resto do mundo. No mar, em baixo d’água, sem intromissão externa, encontra paz, silêncio. Essa vontade de fazer uma pausa, ficar off-line em alguns momentos, lembra o desejo que podemos ter por algo parecido: um ambiente livre de olhares, cobranças e expectativas para que possamos ser nós mesmos.
Baseado no anime da década de 1990 O Fantasma do Futuro, de Mamoru Oshii, que por sua vez é baseado no mangá da década de 1980 de Masamune Shirow, A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell conta a história de uma agente especial da Sessão 9 envolvida no combate a uma série de crimes. Com um corpo cibernético e um cérebro humano, Major descobrirá segredos sobre sua própria história.
A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell)
Direção: Rupert Sanders.
Elenco: Scarlett Johansson; Pilou Asbæk, Takeshi Kitano, Juliette Binoche.

